sábado, 20 de março de 2010

Piotr Kropotkin(Geógrafo Anarquista)


Piotr Kropotkin
Revolucionário e geógrafo russo nascido em Moscou, que renunciou a sua herança aristocrática para fundar os movimentos anarquistas russo e inglês. Estudou em São Petersburgo onde se interessou pela geografia e, cujas pesquisas e explorações abriram-lhe caminho para uma destacada carreira científica. Porém, recusou o cargo de secretário da Sociedade Geográfica da Rússia para se dedicar à causa do anarquismo, doutrina que defendia a abolição de todas as formas de governo. Preso por envolvimento em atividades revolucionárias (1874), conseguiu escapar dois anos depois e foi para a Europa ocidental onde escreveu vários livros, nos quais sistematizou sua filosofia libertária. Ao retornar à Rússia (1917), entusiasmou-se com o surgimento espontâneo das comunas e sovietes, porém a tomada do poder pelos bolcheviques, trouxe-lhe completa frustração com relação às suas idéias, retirando-se para o vilarejo de Dmitrov, próximo a Moscou, onde morreu. Seu principal livro foi Mutual Aid (1902), onde defendeu que o fator principal de evolução das espécies seria a cooperação, e não o conflito, conceito darwinista de sobrevivência das espécies.

Mikhail Aleksandrovitch Bakunin


Mikhail Aleksandrovitch Bakunin nasceu em Priamujino, no seio de uma família aristocrática. Estudou na Academia Militar de São Petersburgo. Foi oficial da Guarda Imperial, mas renunciou ao cargo e viajou pela Europa durante vários anos, até participar das Revoluções de 1848 e 1849, que eclodiram em Paris e na Alemanha. Foi preso na Áustria e condenado à morte, mas, antes da execução, foi entregue aos russos, que o mantiveram preso durante vários anos.
Mandado para a Sibéria em 1855, fugiu algum tempo depois em um barco norte-americano com destino ao Japão e chegou à Inglaterra em 1861. Dessa data até a sua morte, Bakunin dedicou-se a difundir o pensamento anarquista por toda a Europa.
Em 1869, fundou a organização semiclandestina Aliança Democrática e Social e, na qualidade de dirigente do grupo, opôs-se a Karl Marx na I Internacional, oposição que provocou sua expulsão. Passou seus últimos anos na Suíça, vivendo na miséria, planejando conspirações que nunca chegaram a se concretizar e mantendo correspondência com pequenos grupos anarquistas.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Fevereiro Anti-Fascista 2009

Clique na imagem , e veja o calendário da manifestação!

terça-feira, 8 de julho de 2008


CRASS

Crass
, banda britânica, foi formada oficialmente em 1978 pelo baterista Penny Rimbaud e vocalista Steve Ignorant, apesar desses dois já trabalharem juntos compondo desde 1977. Estes integrantes faziam parte de uma "comuna" composta por mais ou menos uma dezena de indivíduos de mesma orientação intelectual. A Crass foi das primeiras bandas a incorporar ativismo e idealismo político anarcopunk em suas músicas e shows. Foi também pioneira do estilo faça-você-mesmo na composição de seus trabalhos, slogan que orientaria toda contra-cultura punk, que então surgia.

Nesse site você vai encontrar tudo sobre a banda:

http://www.geocities.com/CapitolHill/Senate/9044/

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

História do Movimento Anarcopunk


O movimento anarcopunk surgiu para incentivar mais a atitude punk como real, atacando não só musicalmente, mais as estruturas sociais que causam problemas e miséria no mundo. O anarcopunk sai para criar novas saídas diretas, preocupados com a conscientização, conta a homofobia (discriminação homossexual), xenofobia (discriminação a outros lugares, regiões, países), o armamento militar e policial, à violência urbana, a alienação da TV e da mídia, o racismo, a política profissional, a educação alienante, o capitalismo e a fama e tantas outras merdas.



Muitos são contra os anarcopunks por sua postura direta. Mas, eles estão procurando se organizar em encontros regionais, nacionais e internacionais, ações diretas, organizações de grupos e atividades culturais, sociais e beneficentes. Buscam uma forma de viver sem o estado e de maneira fraterna e libertária.



A cena atualmente possui diversas distros, bandas, zines, ocuações (squats) grupos e se organizam em encontros regionais e nacionais, inclusive um internacional em Salvador. Isso mostra que a cena punk está firme e trabalhando o que sempre propôs nas décadas anteriores.




Na déc. 90, o MAP (Mov. Anarcopunk) virou a U.L.M.A (União Libertária).

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Definição de anarquia




Anarquia é uma palavra grega que significa literalmente "sem governo", isto
é, o estado de um povo sem uma autoridade constituída.
Antes que tal organização começasse a ser cogitada e desejada por toda uma
classe de pensadores, ou se tornasse a meta de um movimento, que hoje é um dos
fatores mais importantes do atual conflito social, a palavra "anarquia" foi usada
universalmente para designar desordem e confusão. Ainda hoje, é adotada nesse
sentido pelos ignorantes e pelos adversários interessados em distorcer a verdade.
Não vamos entrar em discussões filológicas, porque a questão é histórica e
não filológica. A interpretação usual da palavra não exprime o verdadeiro
significado etimológico, mas deriva dele. Tal interpretação se deve ao preconceito
de que o governo é uma necessidade na organização da vida social.
O homem, como todos os seres vivos, se adaptam às condições em que vive e
transmite, através de herança cultural, seus hábitos adquiridos. Portanto, por nascer
e viver na escravidão, por ser descendente de escravos, quando começou a pensar,
o homem acreditava que a escravidão era uma condição essencial à vida. A
liberdade parecia impossível. Assim também o trabalhador foi forçado, por
séculos, a depender da boa vontade do patrão para trabalhar, isto é, para obter pão.
Acostumou-se a ter sua própria vida à disposição daqueles que possuíssem a
terra e o capital. Passou a acreditar que seu senhor era aquele que lhe dava pão, e
perguntava ingenuamente como viveria se não tivesse um patrão.
Da mesma forma, um homem cujos membros foram atados desde o
nascimento, mas que mesmo assim aprendeu a mancar, atribui a essas ataduras sua
habilidade para se mover. Na verdade, elas diminuem e paralisam a energia
muscular de seus membros.
Se acrescentarmos ao efeito natural do hábito a educação dada pelo seu
patrão, pelo padre, pelo professor, que ensinam que o patrão e o governo são
necessários; se acrescentarmos o juiz e o policial para pressionar aqueles que
pensam de outra forma, e tentam difundir suas opiniões, entenderemos como o
preconceito da utilidade e da necessidade do patrão e do governo são estabelecidos.

Suponho que um médico apresente uma teoria completa, com mil ilustrações
inventadas, para persuadir o homem com membros atados, que se libertar suas
pernas não poderá caminhar, ou mesmo viver. O homem defenderia suas ataduras
furiosamente e consideraria todos que tentassem tirá-las inimigo.
Portanto, se considerarmos que o governo é necessário e que sem o governo
haveria desordem e confusão, é natural e lógico, que a anarquia, que significa
ausência de governo, também signifique ausência de ordem.
Existem fatos paralelos na história da palavra. Em épocas e países onde se
considerava o governo de um homem (monarquia) necessário, a palavra
"república" (governo de muitos) era usada exatamente como "anarquia",
implicando desordem e confusão. Traços deste significado ainda são encontrados
na linguagem popular de quase todos os países. Quando essa opinião mudar, e o
público estiver convencido de que o governo é desnecessário e extremamente
prejudicial, a palavra "anarquia", justamente por significar "sem governo" será o
mesmo que dizer "ordem natural, harmonia de necessidades e interesses de todos,
liberdade total com solidariedade total".
Portanto, estão errados aqueles que dizem que os anarquistas escolheram mal o
nome, por ser esse mal compreendido pelas massas e levar a uma falsa
interpretação. O erro vem disso e não da palavra. A dificuldade que os anarquistas
encontram para difundir suas idéias não depende do nome que deram a si mesmos.
Depende do fato de que suas concepções se chocam com os preconceitos que as
pessoas têm sobre as funções do governo, ou o "Estado” com é chamado.
-Erico Malatesta in anarquia, 1907.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Coletivo Pró Organização Anarquista em Goiás




organização dos/as militantes anarquistas se faz presente no atual contexto nacional e internacional. A queda do muro de Berlim e do modelo soviético colocou em decadência o modelo de organização e a estratégia da esquerda autoritária. Os partidos leninistas entraram em decadência e os anseios revolucionários se voltaram para as idéias libertárias. A crítica anarquista à ditadura do proletariado, ao modelo de organização autoritário, à via estatal de mudança social, têm um espaço a ocupar na interpretação da falência dos regimes do leste europeu. Por outro lado, as lutas mundiais contra a globalização tiveram na ação direta a sua principal arma e o controle dos partidos autoritários sobre as lutas foi posta em risco. Desta forma, a propaganda de um tipo de luta direta expandiu-se por todo o globo.No contexto brasileiro, a esperança criada na democracia, depois de 20 anos de ditadura, foi frustrada pois a experiência demonstrou que não é através da eleição de representantes no Estado que uma transformação social profunda pode ocorrer. Mais uma vez, a crítica anarquista à via eleitoral e a sua estratégia de ação fora das instâncias parlamentares tem um espaço aberto para avançar. Neste contexto, as idéias anarquistas ressurgiram com uma determinada força. Em Goiás e no Brasil, o anarquismo reapareceu no meio estudantil e em movimentos sociais. A insatisfação com os partidos políticos tradicionais, com as estratégias autoritárias por um lado e a identificação com os princípios de independência e ação direta das lutas por outro é uma realidade. Daí a importância dos/as anarquistas se associarem para pensar na sua atuação social. Onde atuar, como atuar, em que atividade dar maior peso e maior força, sempre buscando escolher os melhores meios para avançar rumo a uma ruptura com o capitalismo. Entendemos que existe uma diversidade imensa de anarquismo. Cada uma das correntes se divergem em termos de fins e/ou meios. Seria muito bom se pudéssemos unir todos/as os/as anarquistas dentro de uma só organização. Porém, esta tarefa é muito difícil e acreditamos que não seria eficaz. Para começar, existem anarquistas que são contra a existência de qualquer organização e por eles/as mesmos/as não se disporiam a fazer parte de uma organização anarquista. Em segundo lugar, como, por exemplo, poderíamos reunir anarco-terroristas e anarco-pacifistas dentro de um mesmo grupo? Quando a organização fosse agir, a divergência intensa no interior dela levaria a uma incapacidade de tomar as mínimas decisões coletivas e mais uma vez nos dividiríamos em ações isoladas. Assim, é preciso termos uma comunhão de meios e fins de modo que os acordos assumidos livremente pelos/as militantes da organização possam fornecer uma afinidade capaz de dar eficácia à nossa luta e às nossas ações. Nesse sentido, a organização que propomos não é a organização anarquista, mas uma organização anarquista, que deve respeitar a diversidade do meio libertário e saber que cada um deve organizar-se de acordo com o que pense ser mais correto. Queremos a construção de uma sociedade sob novas bases, uma sociedade sem a exploração e a opressão do ser humano pelo ser humano. Queremos, portanto, eliminar o Estado, a propriedade privada e todos os valores culturais de dominação. Para isto, tomamos como alternativa o federalismo, a socialização dos meios de produção e a construção de valores baseados no respeito mútuo, na solidariedade, na plena igualdade na maior diversidade. Para destruirmos as estruturas de dominação e exploração e construirmos esta nova sociedade, será preciso lutar contra aqueles/as que detém o poder econômico e político. Nenhuma reforma gradual, nem uma evolução natural leva a esta transformação. É preciso uma revolução social para destruir as estruturas de exploração e construir a nova sociedade. Acreditamos que a organização anarquista tem como ação principal estimular a auto-organização popular. Ela é fundamental porque a emancipação popular deve ser obra do próprio povo e a construção de uma sociedade autogestionária deve vir da própria autogestão das lutas sociais. A organização anarquista deve, portanto, atuar nos movimentos sociais, sempre buscando movimentos mais combativos, horizontais, independentes, que tenham como método de luta a ação direta, atuando, portanto, fora das instâncias parlamentares, fortalecendo assim a consciência de classe e a solidariedade entre os/as oprimidos/as tanto local, nacional e internacionalmente. Outra tarefa da organização anarquista é a propaganda. A propaganda tem como objetivo fazer a crítica da sociedade atual e apresentar o programa anarquista (objetivos e meios) como uma alternativa de transformação da realidade. Ela, portanto, se centra na divulgação do pensamento e da prática anarquista e também das lutas sociais. O trabalho teórico é importante. Ele consiste no aprofundamento de uma análise da realidade e de um debate sobre as alternativas revolucionárias. Ele serve às duas tarefas anteriores: primeiro aos movimentos sociais, contribuindo no aprofundamento teórico desses movimentos, e no encontro de novas perspectivas para a ação popular; segundo à propaganda, pois é a partir do aprofundamento teórico que vamos construindo uma alternativa que será apresentada. Este trabalho teórico se torna possível devido a atuação social, fazendo com que a relação entre teoria e prática seja o elemento fundamental da construção do nosso programa. Pensamos que a organização anarquista deve se articular local, nacional e internacionalmente, visando a união de anarquistas e da luta social. Essa articulação possibilita a troca de experiências entre as organizações além de permitir uma discussão conjunta dos rumos necessários no processo de transformação da realidade. Esse manifesto é, portanto, a avaliação e um chamado de alguns/mas militantes anarquistas que apontaram alguns elementos que consideram importantes para a constituição de um programa de uma organização anarquista, representa os anseios de militantes que sentem a necessidade de organizar-se a partir destes pontos e de unir suas forças com aqueles que desejam fortalecer e construir esta organização. Não consideramos um documento fechado e acabado. A partir dos pontos aqui levantados, buscamos unir o maior número de forças para debatê-los, aprofundá-los e levantar novos pontos importantes para a constituição de uma organização anarquista no Estado de Goiás.